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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Astrofísica: Matéria orgânica é encontrada em planeta anão Ceres

  19 de fevereiro pela sonda Dawn
Imagem do planeta anão Ceres feita em 19 de fevereiro pela sonda Dawn (NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/VEJA)

Compostos de carbono foram desenvolvidos no próprio planeta anão e podem indicar que ele já abrigou vida no passado


A sonda Dawn, da Nasa, encontrou compostos orgânicos na superfície do planeta anão Ceres, segundo um estudo publicado na revista Science nesta quinta-feira. As análises demonstraram que os materiais tiveram origem dentro do próprio planeta anão, que fica entre Marte e Júpiter, no principal cinturão de asteroides do sistema solar. A descoberta faz com que Ceres, assim como Marte, passe a integrar a lista de planetas e satélites próximos à Terra que podem ter abrigado vida no passado.

Segundo a equipe de pesquisadores, liderada por María Cristina De Sanctis, do Instituto Nacional de Astrofísica de Roma, na Itália, se os compostos tivessem chegado ao planeta anão por meio de cometas ou asteroides, teriam sido destruídos pelo impacto. Além disso, Ceres abriga uma grande quantidade de água e possivelmente ainda retém calor de seu período de formação, o que fornece mais evidências para demonstrar que as moléculas orgânicas encontradas se desenvolveram no seu interior.

Vida em Ceres 

Descobertas anteriores já sugeriam que o planeta anão possuía condições favoráveis para abrigar vida. Outras pesquisas encontraram minerais hidratados contendo amônia, gelo, carbonatos e sais no planeta – e agora matéria orgânica. “Essa descoberta contribui para nossa compreensão das possíveis origens da água e compostos orgânicos na Terra”, afirma a cientista Julie Castillo-Rogez, que faz parte da missão Dawn, em comunicado da Nasa. Os instrumentos da nave detectaram as substâncias medindo comprimentos de onda e identificando bandas de absorção que são características da matéria orgânica alifática – moléculas contendo carbono que possuem um importante papel na formação da vida. Os materiais orgânicos encontrados estão concentrados em uma área que cobre aproximadamente 1.000 quilômetros quadrados, na cratera de Ernutet, localizada no hemisfério Norte do planeta anão.

Missão Dawn 

Lançada em 2007 pela Nasa, a sonda Dawn visitou e fotografou o asteroide Vesta entre 2011 e 2012 antes de seguir seu rumo para Ceres. A nave iniciou sua aproximação em direção ao planeta anão em dezembro de 2014 e, em janeiro do ano seguinte, começou a enviar imagens de alta qualidade para a Terra. Dawn foi o primeiro objeto a orbitar um planeta anão. Segundo os cientistas, tanto Vesta quanto Ceres estavam no caminho de se tornarem planetas, mas seu desenvolvimento foi interrompido pela gravidade de Júpiter. Por isso, eles são como “fósseis” que trazem informações sobre o nascimento do sistema solar e podem ajudar a compreender sua origem.

Astrofísica: Aliens? Ciência tem nova hipótese para luz misteriosa de estrela

O brilho da KIC 8462852 é tão misterioso que cientistas chegaram a considerar que uma 'megaestrutura alienígena' envolvia a estrela (capnhack.com/Reprodução)

Pesquisadores acreditam que a estrela KIC 8462852 pode ter engolido um planeta, provocando o brilho enigmático que intriga cientistas há anos


Desde 2015, cientistas vêm tentando desvendar o mistério de uma estrela que fica a 1.500 anos-luz da Terra (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros), localizada entre as constelações de Cisne e Lira. Batizado de KIC 8462852, o astro possui um brilho com padrões tão incomuns que, mesmo com diversas explicações científicas sugeridas, os astrônomos ainda não descartaram a possibilidade de uma enorme estrutura construída por alienígenas estar bloqueando a luz que ele emite. Dessa vez, porém, a mais nova hipótese levantada pelos cientistas não inclui vida extraterrestre. Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, sugerem que a estrela engoliu um planeta em algum momento de sua vida, e os estranhos padrões de luz que podem ser observados são causados por restos do corpo celeste ou da sua lua, que eventualmente bloqueiam parte do brilho da KIC 8462852. O estudo completo será publicado na próxima edição do Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fenômeno misterioso 

Quando um planeta orbita uma estrela, é normal que o brilho dela diminua periodicamente cerca de 1%. Porém, no caso da KIC 8462852, essas quedas são muito maiores, podendo chegar a 22%. A desproporção em relação às estrelas “comuns” imediatamente fez com que os cientistas imaginassem que algo muito grande estivesse bloqueando a luz do astro – porém, só isso não explicaria a queda gradual na luminosidade que foi observada entre 1890 e 1989. Foi então que eles passaram a considerar a hipótese de que a estrela tenha engolido um planeta. Após um aumento repentino no brilho provocado pela colisão, o astro agora está voltando ao normal, envolvido por alguns pedaços de rocha que eventualmente bloqueiam sua luz. O estudo sugere que o choque tenha ocorrido há dez mil anos atrás, mas só agora a estrela está liberando a energia gerada pela colisão. Para testar sua teoria, a equipe de cientistas analisou estudos anteriores sobre a KIC 8462852 com teorias já conhecidas da física espacial, como o mecanismo de Kozai, usado para determinar as variações nas órbitas dos satélites planetários. Se seus cálculos estiverem corretos, os pesquisadores acreditam que esse tipo de colisão pode ser mais comum do que imaginavam a princípio. O mistério, no entanto, está longe de ser desvendado. Novas hipóteses vêm surgindo no meio científico, inclusive uma teoria proposta por um grupo de estudiosos que sugere que os padrões de luz incomuns da KIC 8462852 não são causados pela estrela em si ou rochas que a orbitam – e sim por lixo cósmico espalhado pelo caminho entre a Terra e a estrela. Apesar das hipóteses sugeridas se encaixarem nos fatos conhecidos até agora, nenhum dos estudos têm caráter conclusivo – e, até que se prove o contrário, a teoria de que não estamos sozinhos no universo continuará existindo.

Astrofísica: Hubble registra incrível (e rara) imagem da morte de uma estrela

Foto tirada pelo telescópio Hubble, que mostra jatos de gás e poeira cósmica sendo lançados a alta velocidade enquanto uma estrela se transforma em nebulosa (ESA/Hubble/Nasa)

A foto mostra a Nebulosa de Cabalash, também conhecida como Nebulosa do Ovo Podre por conter uma grande quantidade de enxofre


A Nasa e a ESA, respectivamente as agências espaciais americana e europeia, divulgaram no fim da semana passada uma incrível imagem que capta o exato momento da morte de uma estrela com massa pequena, como o Sol. A foto, tirada pelo telescópio Hubble, mostra os jatos de gás e poeira cósmica que são lançados a alta velocidade quando o corpo celeste, chamado de gigante vermelha, se transforma em uma nebulosa planetária – no caso, a Nebulosa de Calabash. Os astrônomos raramente conseguem registrar um fenômeno como esse, já que ele acontece “num piscar de olhos” em termos astronômicos, como informa a Nasa. Os cientistas dizem que transformação completa da nebulosa deve ser concluída nos próximos mil anos.

Por causa da grande quantidade de enxofre que contém, ela também é conhecida como Nebulosa do Ovo Podre – já que o elemento, quando combinado com outros, produz o mau cheiro característico do ovo estragado. “Mas, por sorte, ela fica a mais de 5.000 anos luz da Terra, na constelação de Puppis”, brinca a agência americana em nota divulgada sobre a descoberta. O material liberado durante a transformação é lançado em direções opostas a velocidades imensas, explicam os cientistas. Os jatos de gás, que aparecem em amarelo, podem chegar a um milhão de quilômetros por hora.

O futuro do Sol 

Imagens como a divulgada pelas agências espaciais podem dar uma ideia de como nossa estrela, o Sol, será no futuro. Ao longo de sua vida, estrelas como o Sol, de massa pequena ou intermediária (entre 0,5 e 10 massas solares) passam por diferentes fases de evolução, que duram bilhões de anos. Quando sua morte se aproxima, elas se transformam em gigantes vermelhas, que se tornam nebulosas planetárias e, por último, anãs brancas. O Sol é uma estrela e, portanto, também morrerá um dia. Cientistas afirmam que ele deve se tornar uma gigante vermelha em aproximadamente cinco bilhões de anos, quando o hidrogênio presente no seu núcleo se esgotar. Isso fará com que ele fique 200 vezes maior, com uma coloração avermelhada e mais frio. Os astrônomos também preveem que, nessa fase, ele provavelmente começará a “engolir” planetas do sistema solar, como a Terra.

Astrofísica: Como seria aterrissar em Plutão? Vídeo da Nasa mostra a resposta

 Vídeo da Nasa mostra a resposta
Imagem de Plutão em suas cores originais feita pela sonda New Horizons durante um vôo rasante histórico, a 450.000 quilômetros da superfície do planeta. (NASA/JHUAPL/SwRI/VEJA/VEJA)

A agência espacial americana usou cem imagens produzidas pela sonda New Horizons para imaginar como seria um pouso em Plutão


Um novo vídeo divulgado semana passada pela Nasa permite ter uma ideia de como seria se estivéssemos a bordo de uma nave espacial aterrissando em Plutão. As imagens mostram cerca de cem fotografias do planeta-anão, tiradas pela sonda New Horizons, que foi a primeira da história a conseguir se aproximar do astro, em 2015. Depois de viajar 4,8 bilhões de quilômetros até quase os limites do nosso sistema solar, a sonda chegou a uma altitude de ‘apenas’ 12.390 quilômetros em relação à superfície de Plutão para fazer fotos e recolher material da atmosfera do planeta-anão. Desde que se aproximou do astro, a missão tem enviado dados importantes para os cientistas, ajudando a descobrir mais sobre um astro que até então era pouco conhecido.

Em 2015, a Nasa já havia divulgado um vídeo com imagens feitas pela New Horizons para mostrar como seria sobrevoar Plutão dentro da sonda. Agora, a agência espacial americana reproduz como seria fazer um pouso na superfície do planeta. O novo vídeo traz imagens detalhadas do astro e sua maior lua, Caronte – algumas delas em colorido, tiradas com a câmera Ralph a bordo da sonda, que simula as cores brilhantes. Também é possível ver os limites da planície de Sputnik, uma grande bacia congelada. Confira o vídeo:

Pesquisas e descobertas: Micróbios de 50 mil anos são encontrados em cristais no México

  montanhas de Naica, no México
Cristais de gipsita em uma caverna nas montanhas de Naica, no México. Pesquisadores acreditam que a descoberta pode ajudar na busca de vida fora da Terra. (Alexander Van Driessche/Creative Commons/Reprodução)

Pesquisadores da Nasa descobriram microrganismos adormecidos em formações subterrâneas e conseguiram revivê-los em laboratório


Uma equipe de pesquisadores da Nasa conseguiu extrair e reviver micróbios que estavam escondidos dentro de gigantes cristais subterrâneos nas cavernas da montanha de Naica, no México. Os cientistas acreditam que esses organismos ficaram encapsulados nas formações de 10.000 a 50.000 anos. A descoberta foi apresentada na última sexta-feira, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Boston, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, o achado é uma demonstração da capacidade que organismos vivos possuem para se adaptar e sobreviver mesmo nos ambientes mais hostis, o que pode ajudar na descoberta de formas de vida fora da Terra. “Outras pessoas já haviam afirmado ter encontrado organismos muito antigos ainda vivos, mas neste caso todas essas criaturas são excepcionais. Elas não são parentes próximas de nada que esteja nos bancos de dados genéticos conhecidos”, afirma Penelope Boston, diretora do Instituto de Astrobiologia da Nasa e membro da equipe de cientistas responsável pela descoberta.

Ambiente inóspito 

Apesar de sua beleza, as cavernas de Naica, descobertas por mineiros há um século, são um dos ambientes com as condições mais adversas para abrigar vida – e, por isso, um lugar perfeito para estudar extremófilos, organismos que sobrevivem em lugares praticamente inabitáveis. Lá, as temperaturas variam entre 40°C e 60°C e o ambiente é bastante úmido e ácido. Como não há luz, todas os organismos presentes ali realizam quimiossíntese para sobreviver, um processo no qual a oxidação dos minerais é utilizada para fabricar energia. Microrganismos vivendo nas paredes da caverna já haviam sido descobertos anteriormente – a surpresa para os cientistas foi encontrar alguns deles dentro dos cristais. A explicação para isso, segundo a equipe, está no fato de que essas formações pontiagudas de gipsita (pedras de gesso) contêm imperfeições que permitiram o acúmulo de fluidos. O que Penelope e sua equipe fizeram foi abrir alguns desses espaços e coletar amostras para analisar em laboratório. Além de encontrar bactérias e arqueas (organismos parecidos com bactérias), os pesquisadores também conseguiram reanimar esses microrganismos em laboratório. O achado foi tão surpreendente que alguns cientistas começaram a questionar se a presença dessas criaturas não teria sido resultado de uma contaminação ou se eles poderiam ter sido introduzidos acidentalmente pela equipe de pesquisadores ou por mineiros. Penelope, no entanto, garante que todos os cuidados necessários foram tomados durante a exploração. Não é a primeira vez que cientistas anunciam reviver criaturas que acreditavam estar dormentes há milhares de anos, a maioria retirada de cristais de sal ou de gelo. Embora esses resultados sejam controversos, a cientista que liderou o experimento afirma que, depois do que viu em Naica e em ambientes com condições igualmente improváveis, está inclinada a aceitá-los.

Vida fora da Terra 

Com a descoberta, a equipe de pesquisadores da Nasa pode estar um passo à frente na busca por vida em outros planetas. “O elo astrobiológico é óbvio. Qualquer sistema extremófilo que estejamos estudando nos permite ir além no conhecimento sobre a vida na Terra, e nós incluímos isso no rol de possibilidades que podemos aplicar em diferentes configurações planetárias”, explica a pesquisadora. Os cientistas acreditam que, se houver vida em outra parte do sistema solar, é provável que esteja em áreas subterrâneas e, assim como os micróbios das cavernas de Naica, sobreviva por meio da quimiossíntese.

Astrofísica: Conheça a super-Terra e outros 59 novos vizinhos do Sistema Solar

  59 novos vizinhos do Sistema Solar
Ilustração que representa uma super-Terra (Ricardo Ramirez/Hertfordshire University/Reprodução)

Astrônomos descobriram 60 planetas orbitando estrelas perto do nosso Sistema Solar – um deles, Gliese 411b, é quente e possui uma superfície rochosa


Uma equipe internacional de astrônomos encontrou 60 novos planetas que orbitam estrelas próximas ao Sistema Solar da Terra. Baseados em observações feitas durante 20 anos com o telescópio Keck-I, no Havaí, os resultados chamam atenção para Gliese 411b, uma super-Terra quente e com uma superfície rochosa que orbita a quarta estrela mais próxima do nosso Sol. Além dos nossos novos vizinhos, os cientistas também encontraram evidências de outros 54 planetas adicionais, que ficam em regiões mais distantes, totalizando 114 astros descobertos. Os achados serão publicados no periódico The Astrophysical Journal.

De acordo com os cientistas, a descoberta demonstra que quase todas as estrelas mais próximas do Sol têm planetas que as orbitam – e alguns podem ser parecidos com a Terra. “Esses novos planetas também nos ajudam a entender o processo de formação de sistemas planetários e trazem objetivos interessantes para futuros esforços de captar imagens desses planetas diretamente”, afirma em comunicado Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, o único astrônomo que participou do estudo em uma base europeia.

A investigação é parte do Lick-Carnegie Exoplanet Survey, um programa de buscas por novos planetas que teve início em 1996. Para fazer as descobertas, a equipe de astrônomos se baseou em 61.000 pesquisas de observação individual de 1.600 estrelas. “É fascinante pensar que, quando olhamos para estrelas mais próximas, todas parecem ter planetas em sua órbita. Isso é algo de que os astrônomos não estavam convencidos até cinco anos atrás”, diz Tuomi.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Astrofísica: Um ‘farol’ diferente no espaço

 diferente no espaço
Astrofísica: Um ‘farol’ diferente no espaço - Ilustração mostra a estrela anã branca do sistema AR Scorpii emitindo um feixe de radiação e partículas na direção de sua companheira anã vermelha, o que faz com que o conjunto tenha variações periódicas de brilho - Mark A. Garlick/Universidade de Warwick

Astrônomos descobrem primeiro pulsar alimentado pela ação de uma estrela anã branca




RIO – Descobertos por acaso nos anos 1960, os pulsares são estrelas de nêutrons – os restos superdensos de astros gigantes que explodiram em supernovas – com poderosos campos magnéticos e girando a altas velocidades, o que faz com que emitam pulsos periódicos de radiação eletromagnética (daí seu nome) em feixes direcionados, como um farol cósmico. Mas astrônomos encontraram recentemente um pulsar com uma configuração diferente, o primeiro do tipo visto no Universo até agora: um exótico sistema binário, isto é, com duas estrelas, em que a radiação emitida por uma anã branca - por sua vez os restos incandescentes de estrelas como nosso Sol - “atiça” periodicamente sua companheira, uma velha e fria estrela anã vermelha, fazendo o sistema como um todo aumentar e diminuir de brilho em intervalos de dois minutos. De acordo com os astrônomos, a anã branca deste sistema binário pulsante, designado AR Scorpii (AR Sco) e a 380 anos-luz de distância na direção da constelação de Escorpião, tem o tamanho aproximado da Terra, mas uma massa 200 mil vezes maior, produzindo um campo magnético 100 milhões de vezes mais intenso que o do nosso planeta. Já a anã vermelha tem só um terço da massa de nosso Sol, “queimando” tão lentamente seu combustível nuclear que deverá continuar a brilhar ainda por trilhões de anos. Ambas estão separadas por cerca de 1,4 milhão de quilômetros, ou pouco mais de três vezes a distância Terra-Lua, completando uma órbita em torno de seu centro de gravidade comum a cada 3,6 horas. Mas assim como as estrelas de nêutrons dos pulsares “convencionais”, a anã branca do AR Sco também gira rapidamente, fazendo com que emita ondas de partículas carregadas e radiação na direção de sua companheira. Segundo os astrônomos, estas emissões estão concentradas em um feixe muito parecido com os produzidos por aceleradores de partículas, algo também nunca visto antes no Universo, que aceleram os elétrons na atmosfera da anã vermelha para próximo da velocidade da luz, outra observação inédita em sistemas binários do tipo. - O AR Sco é como um dínamo gigante em que um ímã do tamanho da Terra, com um campo (magnético) 10 mil vezes mais forte do que qualquer um que possamos produzir em laboratório, gira a cada dois minutos e gera uma enorme corrente elétrica na sua estrela companheira, o que então produz as variações no brilho que detectamos – resume Boris Gänsicke, professor do Grupo de Astrofísica da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e um dos autores da descoberta, relatada nesta terça-feira no periódico científico “Nature Astronomy”, ao lado de Tom Marsh, também da instituição britânica, e David Buckley, do Observatório Astronômico da África do Sul. Fonte:http://oglobo.globo.com/ 
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